Renaissance

Disponible uniquement sur Etudier
  • Pages : 7 (1595 mots )
  • Téléchargement(s) : 0
  • Publié le : 28 juin 2010
Lire le document complet
Aperçu du document
Albert Camus: Vida e Obra
Albert Camus foi um filósofo existencialista, “... uma aventura singular de nossa cultura, um movimento cujas fases e cujo termo final tratávamos de compreender.”(introdução do texto sobre Albert Camus escrito um dia após a sua morte, por Jean-Paul Sartre). Seus ideais retratam o “absurdo da vida”, que diz respeito ao confrontamento da irracionalidade do mundo e davida com o desejo de clareza e racionalidade que se encontra no homem, por ter vivido situações que o defrontavam com este mundo desde a sua infância, tais como a fome, a miséria e a guerra, fatores que serão deveras presentes em sua obra.
Nascido em 7 de dezembro de 1913, na cidade de Mondovi, na Argélia, perdeu o pai durante a 1ª Guerra Mundial, na Batalha de Marne, fato que obrigou sua mãe amudar-se com ele para a cidade de Argel, no bairro de Belcourt, onde viveu em ambiente amistoso e natural (que é retratado em sua obra “O Avesso e o Direito”) sob condições muito simples, de pobreza, as quais o fizeram ter encontrado forças para alcançar seus objetivos e o conscientizaram de que este absurdo da existência só poderia ser vencido por uma consciência lúcida e sem preconceitos. Ganhoubolsa de estudos para o Lycée do Ginásio de Argel, com a ajuda de um professor chamado Louis Germain ( para quem fará referência em seu discurso de premiação do Prêmio Nobel de Literatura), que viu em Camus uma singularidade especial. Após anos, ainda vivendo um pouco acima da precariedade, Albert Camus ingressou na Universidade da Argélia onde formou-se em Filosofia, e começa a escrever seusprimeiros artigos, sob influência do poeta e ensaísta Greiner, que foi outro professor fundamental em sua vida e para quem dedicou futuramente o livro “O Homem Revoltado”.
Graduado, Camus não pôde trabalhar como professor por ter se descoberto tuberculoso, o que o afastou também de uma de suas paixões: o futebol. Nesta época filiou-se ao Partido Comunista e fundou o “Théâte Du Travail”, cujo objetivoera o de elevar o nível intelectual das pessoas oferecendo-lhes atividades teatrais orientadas por considerações políticas e sociais, que tem o nome mudado para “Théâtre de L’Equipe” após a ruptura com o Partido. Sua paixão pelo teatro e seus ideais o inspiram a escrever peças como: “Calígula”, “Os Justos” e “O Mal-Entendido”. Também trabalhou como jornalista no jornal “Alger Républicain” , no quallogo se tornaria editor-chefe, onde fazia fortes críticas sobre a qualidade de vida do árabes; críticas que ocasionariam o fechamento do jornal devido à censura do governo francês, o que faz com que Camus se para Paris, em 1940.
Em Paris, trabalhou no jornal “Paris-Soir”e, durante a ocupação nazista une-se ao movimento de resistência, onde atua como editor do jornal “Combat”. Durante esteperíodo, publica o romance “O Estrangeiro, em 1942, o qual dará mais visibilidade ao escritor e despertará também o interesse do filósofo Jean-Paul Sartre em conhecê-lo, e juntos constroem uma amizade marcada por fortes momentos de aproximação e distanciamento, pois ao Camus publicar o livro “O Homem Revoltado”, em 1951, ganha maior visibilidade no debate político, porém sua repercussão entre os críticosda revista “Os Tempos Modernos”, dirigida por Sartre, iniciou o desavença entre eles: suas concepções de filosofia de vida para construção da almejada sociedade democrática mostravam-se distanciados em suas práticas de ação. No ano de 1947, publica o romance “A Peste”, faz sucesso imediato e se torna um dos livros mais lidos no pós-guerra, sua história pode ser lida como uma alegoria a ocupaçãonazista durante a 2ª Guerra Mundial, foi também o romance de consagração do escritor.
Nos anos conseguintes, Camus participou de movimentos diversos, publicou livros como “A Queda”, “O Exílio e o Reino” e “Reflexões sobre a Guilhotina”. E em 1957, vive o momento mais célebre e importante de sua vida e à sua obra ao receber o Prêmio Nobel de Literatura. Assim, Albert Camus foi alguém que não se...
tracking img