Scruton roger

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SCRUTON, Roger (2006), O Credo dos Carnívoros, ACTUAL, suplemento do EXPRESSO, de 1/07/ 2006, pp 12-15. Trad. de Aida Macedo.

Scruton nasceu em 1944 na Inglaterra. É um filósofo reconhecido, graduado e professor na Universidade de Cambridge. É um activista político, fundador do grupo conservador de filosofia. Escreveu inúmeras obras que contribuíram em várias áreas de conhecimento. Viveactualmente numa zona rural onde criou uma quinta para animais.
Pretendo fazer uma síntese das ideias principais deste artigo, completa-las com argumentos de outros autores como também contrasta-las com outras teorias. No final pretendo uma apreciação pessoal.
Scruton distingue o ser humano do animal por: racionalidade; autoconsciência; experiência moral, estética e religiosa; riso; canto,sofrimento; indignação e o relacionamento especial entre humanos. Estes tendo critérios mais elevados. Explicita que fazemos parte de uma comunidade moral pautada por conceitos de direito e dever na qual cada um é dono de si e das suas acções. Segundo o autor quando se trata de questões éticas tendemos a marginalizar aquilo que nos distingue dos animais, a saber, a auto-crítica e a consciência do estadode criatura. Explica que perante um cadáver humano sentimos temor, respeito e ansiedade e que estes são partes da piedade. (cf. Scruton, O Credo dos Carnívoros, p.13). A piedade pertence ao psíquico e este desenrola um papel fundamental e essencial. Estes sentimentos fazem parte dos seres autoconsciêntes. A piedade tem vestígios na antiguidade, é um sentimento do dever, “é uma consequênciairracional do ser racional”. (Scruton, 2006: 14).
Por sermos seres morais o acto de comer tem um significado diferente e remete para uma prática social sendo a essência da hospitalidade. (cf. Scruton, O Credo dos carnívoros, p.14). A modificação dos costumes leva à perca de valor da hospitalidade o que consequentemente distorcia a distinção entre comer e alimentar-se. O autor explica que alguns escolhemser vegetarianos para restabelecer essa diferença. É o modo de vencer o sentimento de culpa para com o livre uso da liberdade humana. O comer virtuoso abrange a consideração pelo outro e dá livre fluxo ao diálogo. O agricultor tradicional trata o seu gado com todos os cuidados devidos e no seu habitat natual, assim sendo, é um bem moral complexo que deve ser defendido tanto contra os vegetarianoscomo contra a criação industrial e o matador fábrica. Em suma o animal beneficia da melhor vida que poderia ter, em compensação é sacrificado em rituais ligados ao sentimento de honra. (cf. Scruton, O Credo dos carnívoros, p.15).
O sacrifico de animais facilita as relações entre humanos e tudo o que se identifica com gula tem de ser suprimido já que representam prazeres solitários semmoralidade. Com isto Scruton deixa claro que não há razões para uma dieta animal, ou seja, devemos manter a tradição judaico-cristã e o consumo de carne deve ser um instrumento de hospitalidade. Ainda refere que por haver carnívoros conscienciosos há motivo para criar animais com bondade. Segundo o dever temos de comer animais.
Luc Ferry em A Nova Ordem Ecológica reforçar o especismo de Scruton. Criticao princípio dos interesses afirmando que os utilitaristas ao atribuírem interesses aos animais atribuem direitos o que leva a fundamentar os direitos pelos interesses. Explica que a senciência pode ser relevante mas o princípio da dignidade dos homens está ligado à liberdade e não à senciência. Defende que a superioridade do homem não assenta unicamente na razão mas que a liberdade é sua diferençasuprema. Ferry realça a falta de fundamento filosófico da ética do sofrimento explicando que este precisa de ser dependente e autónomo.
Para este autor tanto a posição utilitarista como a ecologia profunda reflectem um anti-humanismo porque diluem o poder do homem, isto é a liberdade, na natureza. Explicita que a liberdade é uma subtracção à natureza e a cultura é o efeito da primeira. (cf....
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