Merleau-ponty

3145 mots 13 pages
O pensamento político de Merleau-Ponty: entre uma política do entendimento e uma política da razão

Aluna: Alexandra Delaplace

Curso/: Filosofia

No início do prefácio das Aventuras da Dialética, Maurice Merleau-Ponty já anuncia sua renúncia a esperar uma “filosofia da história e do espírito”, já que, segundo o mesmo, “haveria falso rigor em esperar princípios perfeitamente elaborados para falar filosoficamente de política” (AD, p. VII). Ou seja, o que o filósofo deseja dizer, com estas palavras, é que sua filosofia política ou, melhor dizendo, seu “falar filosoficamente de política” não se situa no nível de uma elaboração teórica propriamente dita, já que essa sistematização, feita principalmente pelos meios acadêmicos a partir da leitura de textos clássicos e da discussão de conceitos por eles mesmos, fora de sua operacionalidade no mundo, parece gerar, na verdade, profundas oposições, como a separação entre sujeito e mundo, invés de solucioná-las. Desta maneira, para se evitar o equívoco da visão intelectualista, é preciso, segundo Merleau-Ponty, pensar a ação sem esquecer-se de sua correspondência concreta no mundo, pois, para o autor, a reflexão sobre a ação não está desconectada da própria ação em si mesma e vise versa. Portanto, para ultrapassar toda limitação de ação ou compreensão, é necessário, então, ligar sobre o signo da oposição “uma política da razão” (aquela de Hegel e Marx), que pretende totalizar, racionalizar toda a história, e “uma política do entendimento” (aquela de Alain e Weber), que pretende reagir a cada evento como se esse constituísse sozinho um todo. Assim, como iremos tratar num primeiro momento do trabalho, Merleau-Ponty nos propõe um esforço para compreender os limites de uma política do entendimento, já que, como nos diz o prefácio, “a falsa modéstia do entendimento não evita o problema do todo” (AD, p. XI), para então, num segundo momento, nos mostrar, no seio mesmo de uma política da razão, as contradições de uma

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